``Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina´´.Cora Coralina
Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (1889 - 1985) foi uma poeta goiana.
Você já ouviu aquele ditado que diz: se conselho fosse bom não se dava, vendia-se?! Pois é, o ser humano é assim, se faz ser. Nossos antecessores nos passam todas as mazelas, como por exemplo: supostos métodos educacionais, sem meio termo. Ou mima demais ou faz seguir um regime como num quartel e o resultado dos dois extremos é o incomum, é o que ostenta a demência de ambos métodos defasados de reciprocidade , educação. Quando é mimado e cresce fica egocêntrico, e abusa da persistência com malemolência e esperteza; e quando é educado de forma agressiva fica egocêntrico, usa da força física para intimidar e conseguir o que quer, às vezes a pessoa agi assim para extravasar, pois via ou vê o pai chegar bêbado em casa e bater na mulher ou no irmão. E assim vai passando adiante. As primeiras hipocrisias vem de dentro de casa, e ai aquela criança cresce, entra na adolescência, chega a fase adulta sem saber ouvir, expressar, discernir e termina por agir como o pai ou a mãe agia, sem equilíbrio emocional, essa corrente só aumenta. E ai você pergunta, por que fulaninho é tão idiota!? E ai eu pergunto para os pais, chefes, policiais e políticos porque eles não deixam a hipocrisia de lado? Sustentada pela máxima: faça o que eu digo e não faça o que eu faço.
Quando meu peito está amargurado, amarga o meu paladar, o meu tocar, o meu sentir, fica difícil distinguir as coisas, ao ponto de me isolar da minha sanidade de uma maneira que nem um doce mais doce é capaz de abrandá-lo, adoçá-lo por pouco que seja. Ela é irremediavelmente obstinada, determinada a não ceder no impulso do pulso, pulsante momento, calor e calafrio delirante, insano, por não cessar. Eu luto para me orgulhar ao negar a mim mesmo por temer que ao ceder, meu coração seja sumariamente, impetuosamente, dilacerado por um coração corrompido pela ganância de um ser funesto de consciência e reciprocidade. Por temer que minha alma venha a declínio! Mas aí depois de tanto eu temer, se faz necessário que surja o meu antídoto, a minha oportunidade de querer continuar ou não vivendo, interagindo, ao despertar o que está intrínseco no viver, ressurgir, sobreviver do homem, quando um estalo da na minha essência clama por liberdade e oxigenação cerébral. E ai eis que surgem as almas afins. Elas surgem com o propósito de renovação, compartilhar e não temer ao me encontrar ou ao encontra a si; encontrar-se solitário por entre pessoas ou ao estar só em um ambiente em tempo integral, é se permitir novamente a novas trocas de fluidos, pois esses são genuínos, cristalinos. Um beijo seco não perpetuará se em seu néctar essencial o amor lá estiver, ele irá deleitar-se no lábio e na saliva de quem o receberá e explodirá numa química protéica, perfeita, me energizando devidamente e distribuindo-se para todos os complexos do meu corpo, o que irá me revigorar em meus pontos vitais, que conseqüentemente, equalizará na reabilitação do meu nobre coração de tanta emoção ao refrescar-se na pura essência do adocicar, extraído do néctar do amar, do amor arborizado em um sucessivo ressurgir, renovar. A fênix lá estará e para sempre me acompanhará na outra vida que se iniciará, na hora que se atenuar, lá ela permanecerá e se equalizará na alma e no meu peito, por escolha, que lá ela permaneça , para reencontrar o amor adormecido que lá ressurgirá consigo e conseqüentemente estender-se-á à pessoa amada. 