
Flávio Roberto Sobral Delgado



Se fizeste o mal para alguém e depois de feito o arrependimento te consome, é a prova mais que suficiente de que serás perdoado. Mas só quando aprenderes a si auto perdoar, e para teu próprio bem, alimente-se nessas horas com reflexões construtivas e não as destrutivas, pois de todas as vítimas o vitimista sempre será o primeiro a receber as resposta e último a saber que as tem . E é justamente por esse motivo que os vitimistas continuamente tem a sensação de que as vitimas se renovam em seu estado de espírito com mais freqüência, entre um tombo e outro, com uma nítida fluência. E da qual eles se” vêem” incapazes de atingir.
Flávio Roberto Sobral Delgado
Alma na vertical, espírito na horizontal... De tal forma essa suposta descronissidade se aplica na minha cronológica psiquê da visualização do horizonte. Mas que de fato procede harmoniosamente coerente, ao eu olhar para meu eu. Esta visualização do horizonte é a exteriorização da personificação de que me observo de fato (é uma confirmação da qual eu há tanto tempo procurava de que eu realmente me propus a fazer auto-análise diariamente ). Não me limitando ao supérfluo da exterioridade de nada e nem de ninguém, mais confirmando que quando me olho busco, afundo nos recônditos da minha alma, a razão pelas minhas buscas e de que forma elas se originam, além do óbvio. Para que na minha auto observância e sucessiva ampliação de todos os meus sentidos se conectem numa propagativa circunferência de ação e reação impar, para uma personificação genuína e surreal de estar mais próximo de si. Que é simbolizado pelo horizonte e não apenas visualmente, e sim mais aprofundado no meu próprio além de ver e sentir. Mais que mesmo em si e com a mesma proposta, se eu for melancólico nesta hora minha alma irá pendulasse, e pousará freneticamente na horizontal e meu espírito ficará na vertical ... E havendo esta inversão, a única sensação será a impossibilidade da lembrança de tudo que eu vivi, vi e ouvi antes de subir na montanha a qual eu mesmo construí. E como conseqüência, meus momentos de sanidade ficarão cada vez mais escassos e tornando o ambiente cada vez mais propicio ao asfixiamento da razão e dando espaço para uma infrutífera árvore de reflexão, e que quando me dei “conta” mesmo preso por uma corda o meu horizonte só era de discórdia. Entre a realidade e o teatro de sombras um insano grito ecoava sonorizando Jerônimo. Meu coração petrifica momentaneamente, mais ao sentir essa sensação milimetricamente falando, rapidamente tenho lapsos para mais volátil e precisa busca para realidade que se desfazia rumo ao total esquecimento. Pois já viste alguém em pânico lembrar da sua própria proeza ao encontrar uma agulha no palheiro, ou de sair de um pesadelo quando o mesmo era real... Não se dando conta de que a corda não o aprisionava mais o libertava com um fio da espessura de um barbante esperançoso para um lapso de sanidade dá quele que mantia-si suspenso na mesma . Esse filamento de corda jamais romperia a não ser que o pendulado a cortasse. Não deixe que o desespero lhe consuma, mantenha-se energizado e seu estado de espírito lhe conduzirá a reflexão, como na visualização do seu horizonte, se tornando cada vez mais condizente com suas atitudes para com você mesmo e o próximo e nas suas buscas nessa longa estrada. Pois nunca troque o horizonte pela tenebrosa visão perpendicular de um abismo que seja desprovida de razão.
Flávio Roberto Sobral Delgado

Oi eu sou o Jack!
Mas, por eu saber o meu nome, não há necessariamente uma resposta coerente para minha sucessiva auto definição. E você quem é? A única resposta válida nesse momento é que um dia eu fui um Jack, e a extensão disso, é uma contínua atividade formada por uma combinação frenética de ação e reação que nunca acaba. E que se eu tenho consciência disso, você também terá um dia. Essa é a eterna luta beneficial ao recusar-se a ser prosternado como uma pessoa com um chip no cérebro. Aprenda o que é avaliar, e depois veras que a auto crítica sincera vai ser a sua melhor companhia, pois irá manter -lhe acordado em quanto avalia as suas inúmeras concepções a respeito da razão e dos sentimentos. E conseqüentemente, presenciarás que num único núcleo, a razão e os sentimentos se auto complementam numa simbiose perfeita em que estão sempre juntas numa conectividade aonde lá você irá se encontrar. Esse será o seu maior presente, nessa longa caminhada. O auto reconhecimento ao reconhecer o seu amor próprio. O amor pela vida em toda sua abrangência e com os amores da sua vida, como esposa, filhos, mãe e companhia.
Flávio Roberto Sobral Delgado

Sou ágio, suculento e suíço Mágico, forte e roliço Sou Narciso de Canta Galo
de galo na canja eu não necessito
Não preciso de canja de galo, pois não dou canja para galo
E se ousarem me desmentir, chamo a galera do galinheiro 174
Já sou galante
Eu gozo, gozam para mim e me fazem gozar
Gozar de rir, sou uma obra de arte, até num esboço sinuoso autêntico mais incompatível em qualquer bolso, bolsa e caderninho
Canto e nunca falho
Até com bafo de alho eu ainda me agrado e dou um agrado com um bom hálito para uma platéia incomparável a nível de entusiasmo
Os reflexos dos meus fãs nas latrinas com aparência bem apanhada são provindas de resquícios da minha presença que cristalizou a falta que faz a minha presença nas suas vidas falhas e desprovidas de beleza , glamour e vitalidade. As anatômicas adquiriram a tonicidade e as formas perfeita graças aos meus tornozelos, regências de andares inexpressíveis e imensuravelmente indagáveis. Pois sou Narciso de Canta Galo, aquele que vocês jamais verão cantar em cima de qualquer galho, mas sempre nos maiores palcos, com ampla ampliação dos seus olhos para que eu me veja, no auge da seção de gala. Faz parte do meu show, eu sou o meu amor.
Flávio Roberto Sobral Delgado

Quem julga o próximo erroneamente e de forma descarada são aqueles que observam, justo neste momento, a sua própria máscara sobreposta em sua face, desfalecendo e se espatifando no chão. Revelando que, quanto mais contraditório for uma pessoa, menos ela tentará transparecer. Mas, por toda via, não há necessariamente uma falta de conduta por traz de todas as contradições. Se queres uma história para avaliar se é verdadeira ou não, comece pelas tuas. E se queres julgar, seja boa o suficiente para citar como exemplo de seus erros e o que aprendes-te com eles. Mostre para seus progenitores que erro é o antecessor do aprendizado. E não ao contrário, como nós gostaríamos que fosse.
Os primeiros erros, em suas diversificadas situações durante sua vida, têm por toda instância como paradoxo o caminho longo e continuo do aprendizado e da constituição da sua própria personalidade. Mas se o erro for premeditado, o descontentamento será seu maior companheiro para o caminho da auto superação. Porém, há um longo caminho que todos nós percorremos até descobrir que nossos maiores adversários somos nós mesmos. E sendo assim, que se você tem algo a provar a respeito das tuas capacidades como pai, filho, marido ou amigo é a ti mesmo a que tens para aprovar ou não as suas condutas. O que há para exteriorizar e interiorizar consigo em suas convivências é a conectividade da complementação dos encaixes desse grande quebra -cabeça que é a vida e o respeito mútuo aos amores da sua vida e a todas as espécies de vida .
Flávio Roberto Sobral Delgado